sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Visita no Pará

A convite da prefeitura municipal de Redenção-PA, realizamos uma consultoria técnica para mapeamento e diagnóstico do sistema de garantias dos direitos da criança e do adolescente. Abaixo posto algumas fotos dessa deliciosa aventura que foi chegar em nosso destino. Aproveito para agradecer o acolhimento de todos aqueles que tivemos contato e ao prefeito, Sr. Wagner Fontes. Se tudo der certo, em breve estaremos prestando com imensa alegria nossos serviços naquela cidade hospitaleira.



Foto da Floresta Amazômica, estava em movimento, por isso está trêmula, mas posso garantir que de perto é fantástico.



Após passar por uma reserva indígena, que privilégio, pegamos essa balsa para atravessar o Rio Tocantins, dentro de Estado que leva o mesmo nome. A natureza por lá é incrível!

Então é isso, espero que tenham gostado. A gente faz de tudo para melhorar a qualidade de vida dos que necessitam e têm boa vontade. Abraços.





terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Consultoria para melhoria...


Parto neste fim de semana para prestar consultoria para algumas prefeituras do estado do Pará. A idéia surgiu para melhorar o atendimento socioeducativo nas cidades. O trabalho requer inicialmente um mapeamento da atual situação nas execuções das medidas socioeducativas em cada localidade para depois, com as devidas sugestões, partirmos para a transformação e melhoria do sistema de garantida de direitos da criança e do adolescente. Deixo aqui meu agradecimento aos prefeitos e autoridades locais que, preocupados com a valorização da vida humana, requeriu esse trabalho chancelado pelo IDP. Em breve postarei aqui o andamento dos trabalhos, resguardadas, obviamente das questões éticas e sigilosas.

Ao sucesso.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Natal, fim de ano, essas coisas...


Fim de ano, Natal, festas, confraternizações, eventos diversos.

O que poderia ser motivo de alegria, descontração e muita felicidade, é para muitos uma verdadeira tortura. Nos consultórios recebemos essas queixas com certa frequência que se acentuam no fim de ano. Muita gente se sente triste, inseguro, melancólico, "depressivo". O que acontece para que algumas pessoas se sintam assim? Observamos que os pacientes com essas características geralmente aproveitam esse momento de encerramento de um ciclo, fim de uma fase, representada pelo fim do ano, para refletir sobre suas frustrações, seus desejos não realizados, seus sonhos adiados, seus objetivos não alcançados. É uma fase do "balanço de vida" e que vem acompanhada do melancolismo de tudo que "não" foi possível. É aí que os sentimentos de perda, tristeza e revolta tomam conta do lugar que seria de alegria, otimismo e pensamentos positivos. Esse é um aspecto que define e diferencia os otimistas dos pessimistas, os positivos dos negativos, os saudáveis dos potencialmente doentes . É aquela velha história do copo meio cheio ou meio vazio, como queira.


O que fazer, então para evitar tudo isso?

É sempre um desafio tentar passar uma receita eficaz para um fenômeno tão complexo e pessoal, acima de tudo. No entanto, algumas dicas podem funcionar. Uma delas seria o indivíduo se conhecer bem. Quando nos conhecemos temos grandes chances de nos fortalecer naquilo que nos torna vulneráveis. Se cuidar é tarefa indispensável para um bem estar permanente.

Um processo de terapia bem fundamentado, estruturado e responsável pode contribuir e muito para que no fim de ano, não fiquemos pensando no que poderia ter sido. E sim nos aventurarmos nas delícias das lembranças das conquistas, do que foi bem feito, dos sonhos que se tornaram realidade, do que foi possível ser alcançado. Quem sabe ano que vem seja tudo diferente? E se não for, projetemos a vida ao invés da penumbra dos pensamentos que deduzem a falta dela. Todos temos valores que precisam ser resgatados. Todos temos algo que nos fazem bem, uma saudade, um cheiro, uma marca, um sonho... Utilizemos o que temos de bom, com o foco sempre no futuro, para nos estruturarmos durante todo o ano e que o próximo seja outra história.

Abraços e um excelente processo de reflexões, típico de agora.

Até a próxima!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Chegamos aos dois mil!


Prezado leitor, agradeço os mais de 2000 (dois mil) acessos. Espero estar correspondendo as suas expectativas na busca de informações, novidades e conhecimento, objetivos dessa ferramenta.

Obrigado pela confiança, respeito e fidelidade.

Abraços.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Novo evento no DF em 2010

Atenção leitor, tem um evento muito importante que acontecerá ano que vem no DF. Mais uma vez vamos ser presenteados com um evento internacional. Clique no banner abaixo e se informe melhor, mas já adianto que profissional paga 300 "mangos" até dia 31 de janeiro de 2010. Depois disso, fica mais caro. Eles disponibilizam um espaço no site para mandar trabalhos. É só correr atrás, pois ter um trabalho apresentado num evento dessa envergadura é bom demais.

Caso não consigam acessar mais informações pelo link, clique aqui: http://www.mestradoempsicologia.ucb.br/

Um abraço e até breve.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Núcleo de Reabilitação Psicossocial


Em visita realizada recentemente ao Núcleo de Reabilitação Psicossocial Alamedas em São Paulo, tivemos a oportunidade de ver de pertinho o trabalho realizado com pessoas em tratamento de dependência química de todo Brasil. Gostaríamos de agradecer enormemente a hospitalidade e a gentileza da equipe que realiza um trabalho de primeira grandeza. A estrutura, a qualificação técnica da equipe, a metodologia, tudo nos encantou.

Diante desse contexto, pedimos atenção especial a esse tipo de trabalho tão raro e de difícil acesso, especialmente aos menos favorecidos financeiramente.

A dependência química é uma doença e como tal merece ter tratada com respeito e consideração. Os desafios de modificar a visão errônea de que a dependência de drogas é um fator de polícia, são imensos e aqui no DF estamos trabalhando para tentar sanar um pouco as lacunas que existem nesse particular. Cada dia mais recebo em meu consultório inúmeras famílias desesperadas com a questão das drogas invadindo e desestabilizando relações. O mais sensato a fazer é procurar inicialmente ajuda profissional e lidar com o dependente com paciência, respeito e consideração. Quanto mais atitudes nocivais, mais afastado da reabilitação o dependente estará.

Então é isso, leitor, em breve trarei mais contribuições. Aproveito o ensejo para agradecer os contatos que tenho recebido dos leitores do Brasil e de Portugal.

Para saber mais acesse: http://www.uniad.org.br/

Abraços.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Notícias...


Prezado leitor, neste momento estou em São Paulo em busca de novos desafios profissionais. Em nome do IDP (Instituto Nacional de Desenvolvimento Profissional) estamos realizando diversas visitas institucionais com o objetivo de estabelecermos parcerias no âmbito do tratamento e reabilitação psicossocial de dependentes químicos. Os trabalhos são muito ricos e em breve no Distrito Federal estaremos inaugurando um centro de excelência no assunto. Aguarde...



Grande abraço.



Heron.

sábado, 7 de novembro de 2009

"Altos e baixos": o transtorno bipolar



O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.


Principais características...


O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.

Como se trata?


O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.

O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.

É importante ressaltar que o tratamento com o profissional de psicologia é extremamente importante para o trabalho de questões emocionais que vão ajudar o paciente a ter uma boa qualidade de vida.


Abraços... Heron.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TOC, TOC, TOC...



Prezado leitor, desculpe-me pela demora em atualizar o blog. Tive fazendo umas viagens, mas estamos de volta para aprender um pouco mais.


O TOC (Trantorno Obsessivo Compulsivo) é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos. Estes pensamentos são idéias persistentes, impulsos ou imagens que ocorrem de forma invasiva na mente da pessoa, gerando muita ansiedade e angústia.
A pessoa portadora de TOC tenta ignorá-los ou eliminá-los através de ações que são intencionais e repetitivas. Geralmente reconhece que seu comportamento é excessivo ou que não há muita razão para fazê-lo.


As obsessões ou compulsões acarretam grande estresse, consomem tempo (mais de uma hora por dia) ou interferem bastante na rotina normal, no trabalho ou nas atividades sociais e relacionamentos interpessoais.
O TOC é produto da interação de vários componentes:
genética
influências ambientais
estruturas cerebrais


Lavar as mãos repetidas vezes, limpeza de ambientes de maneira exagerada, contar quadros de azuleijos, listras de roupas, botões de camisas, são alguns exemplos de sintomas muito comuns nos portadores do transtorno.


Aproximadamente 2%, ou seja, 3 millhões de brasileiros podem apresentar os sintomas do TOC durante um ano.
O TOC inicia-se em geral na adolescência e não há diferença entre os sexos.
O custo estimado da doença nos EUA em 1990 foi de 8,4 bilhões de dólares, se somados prejuízos sociais e econômicos.

O controle da ansiedade pode ser possível mediante tratamento com um psicólogo e com um psiquiatra nos casos mais graves. Seja um bom observadorPara saber mais, escreva-me: heronfn@uol.com.br

Até a próxima.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Ansiedade é uma doença. Psicoterapia e exercícios físicos ajudam. Saiba mais...



Ansiedade é uma combinação complexa de sentimentos de medo, apreensão e preocupação, geralmente acompanhada de sensações físicas como palpitações, dor no peito e/ou falta de ar. Ansiedade pode existir como uma desordem cerebral principal, ou pode estar associada a outros problemas médicos incluindo desordens psiquiátricas.


Um caso crônico recorrente de ansiedade, que afeta seriamente a vida da pessoa, pode ser diagnosticado como desordem de ansiedade. As mais comuns são: desordem generalizada de ansiedade, síndrome do pânico, desordem de ansiedade social, fobias, desordem obsessiva compulsiva e desordem do estresse pós-traumático.


Um bom histórico médico, exame físico e avaliação psicológica são essenciais para o diagnóstico inicial de qualquer desordem de ansiedade, a fim de excluir qualquer outra condição médica/psíquica significativa e tratável que poderia causar os sintomas. Histórico familiar de desordens de ansiedade, ou outra doença psiquiátrica, fortalece os indícios para um caso de desordem de ansiedade.Uma vez que há grande associação entre ansiedade e outros problemas psiquiátricos, incluindo abuso de drogas e depressão, o exame médico deve incluir a verificação de sinais de uso de drogas intravenosas ou episódios anteriores de auto-flagelação.


Os sintomas agudos de ansiedade geralmente são controlados com agentes ansiolíticos como os benzodiazepínicos. O Diazepam (valium) foi uma das primeiras dessas drogas. Hoje há uma grande variedade de agentes anti-ansiedade baseados em benzodiazepínicos, porém somente dois foram aprovados para ataques de pânico, Klonopin (Clonazepam) e Xanax (Alprazolam). Todos os benzodiazepínicos causam dependência física, e o uso extensivo deve ser cuidadosamente monitorado por um médico, de preferência um psiquiatra. É importante que, uma vez que o paciente seja colocado sob regime de uso regular de benzodiazepínicos, esta medicação não seja interrompida abruptamente.


Outro dado importante, estudos mostram que cerca de 65% das pessoas com transtorno de ansiedade podem apresentar também depressão. Atenção redobrada.


Terapias das mais diferentes abordagens teóricas contribuem consideravelmente para a minimização dos sintomas e do quadro como um todo. Considera-se que remédios lidam diretamente com os sintomas e a terapia age diretamente nas causas desses sintomas. Portanto a combinação de ambas as possibilidades pode ser uma excelente alternativa de tratamento.


Caso tenha dúvidas, me escreva: heronfn@uol.com.br

Abraços e até a próxima.