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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Festa Junina no CIAGO

Por Heron Nogueira.
Para quem pensa que Cultura não faz parte das atividades do CIAGO, engana-se. No dia 25 de junho foi realizada a III Festa Junina na unidade e, mais uma vez, os adolescentes e funcionários do centro se divertiram pra valer. Promover a diferença é nossa marca registrada e não poderíamos deixar passar em branco uma data como essa. O evento foi um sucesso e os adolescentes não tiveram do que reclamar: comidas típicas (e muita comida), brincadeiras, apresentação de quadrilha, forró, gincanas e diversão. Selecionei algumas fotos especiais para você, leitor. E para quem não sabe como se comemora festa junina num centro de internação, confira também as imagens abaixo.
Começo da festa. Todos nas barracas de comidas típicas. Fartura é pouco. Colaboradores e adolescentes se empanturrando.

Diretor CIAGO/IDP, Welber Costa, arriscando a sorte numa brincadeira (boca da nêga). E não é que ele ganhou?


Quadrilha "Chapéu de Palha" animando a galera... Ô saudade da infância...



Adolescente e funcionário em touro mecânico em seus momentos de preparação... Quem sabe um dia Barretos?



Adolescentes se divertem em cama elática. Salto "mortal" só pra quem sabe e pode!


A Pescaria estava concorrida. Doces típicos eram as prendas para os vencedores.


"Óia a equipi aí genti"
Socioeducadores Cristiane, Márcio, Luciana, Adeilton e o Coordenador Rodrigo.

Coordenador Geral Cícero Bastos (figura!), Tatiane (Coordenadora) e Diego (Boliviano, ops! Colombiano, calma, Diego, eu corrigi, rs.).


Edgar, Diego, Silas e Tiel.
Frazão, Renné e Ira.


Esta foto é a melhor! A bandeira do nosso país como a principal testemunha do dedicado trabalho e a certeza, nossa fiel companheira, de formarmos cidadãos do amanhã! Parabéns à equipe do CIAGO/IDP que não perdem a oportunidade de melhorar o mundo no qual vivemos!



segunda-feira, 22 de junho de 2009

Reflexão...

Por Heron Nogueira.Foto de jovens no CIAGO em atividade esportiva. Tudo monitorado por profissional de Ed. Física.






Para quem se assustou com a realidade dos centros de internação para adolescentes em conflito com a lei no mundo todo, mostrada na reportagem de ontem da Rede Record, sinto-me à vontade para dizer que temos aqui no DF um centro que está muuuuuuuuuuuito longe daquela triste situação. O CIAGO, conforme já postei por aqui anteriormente, oferece aos adolescentes um atendimento de alta qualidade técnica e humama. Com procedimentos pautados numa Pedagogia própria, baseada nas diretrizes legais, o CIAGO oferece inúmeras oficinas profissionalizantes, escola, atividades esportivas (futebol, natação, atletismo, vôlei, handball, xadrez, entre outros), atividades terapêuticas, pedagógicas, culturais, de entretenimento, lazer, atendimento médico, psiquiátrico, odontológico, nutricional, etc. Duvida? É só entrar no site http://www.institutoidp.org.br/ e conferir! Para quem não leu, postei aqui um depoimento de um jovem que foi transferido da unidade do CIAGO em que ele deixa seu agradecimento por tudo que recebeu na unidade. Não existe segredo. Basta um trabalho tecnicamente correto, ético e muita força de vontade dos colaboradores.



Para quem não acredita na força deste trabalho, melhor não se envolver, pois a crença na mudança opera verdadeiras transformações de vidas e o cético pode se frustrar. E disso sou testemunha! Somos humanos trabalhando com humanos e para o humano. O CIAGO é uma prova viva de que é possível sim! Transformar a realidade desses jovens é um privilégio para poucos, pois são poucos os que se desnudam de bom senso , reconhecem sua resposabilidade e fazem de um tudo para amortizar sua dívida social. Somos todos, sem exceção, responsáveis pela queda alheia.






Bem-vindo à realidade!

Adolescentes no CIAGO fazendo aula de natação.




Até a próxima!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O que é Medida Socioeducativa?


O que é Medida Socioeducativa?


As Medidas Socioeducativas (MSE) são instâncias impostas ao adolescente que cometeu algum ato infracional. O ato infracional é definido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como sendo a conduta descrita como crime ou contravenção penal. As MSE podem ser:
I - advertência;
II - obrigação de reparar o dano;
III - prestação de serviços à comunidade;
IV - liberdade assistida;
V - inserção em regime de semiliberdade;
VI - internação em estabelecimento educacional;
VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI do (ECA).
É importante ressaltar que as MSE, com o advento do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) que alinhava com princípios norteadores dos trabalhos, ganharam um aspecto humanizado no atendimento ao jovem e seus familiares. A tendência é que as instituições cumpram os procedimentos descritos nesse valioso documento. No entanto o que se tem observado a nível nacional é que as instituições ainda começam a se mexer para tentar atender a essa nova demanda e em alguns estados parece que ainda não há uma preocupação a esse respeito. No Distrito Federal há no total três instituições de internação, sendo uma delas considerada modelo no atendimento socioeducativo, uma que também atende às exigências legais e a terceira com instalações inadequadas. Há também projetos de construção de mais duas unidades de internação. É curioso pensar que há tanta preocupação por parte dos governantes em se construir unidades de internação sem a devida atenção à educação e ao apoio familiar que, além de ter uma ação preventiva, minimizariam os custos sociais na “reparação” do ser humano.
É importante considerar o grande desafio de romper com o vício social de se reportar à medida de internação como se fizesse parte do mesmo conjunto do sistema prisional. É um equívoco acreditar que um adolescente internado está “preso” e numa “penitenciária juvenil”. Está sim privado em certos aspectos de sua liberdade, no entanto o indivíduo se encontra, ou pelo menos deveria, estar internado num estabelecimento educacional onde são trabalhadas todas as suas idiossincrasias na perspectiva de resgatar suas potencialidades e superar suas dificuldades individuais, familiares e sociais. Nesse contexto não é adequado o uso de termos já estigmatizados e carregados do sistema prisional como “cela”, “pavilhão”, “preso”, “cadeia” entre outros. Na perspectiva de humanizar o atendimento substituímos essas nomenclaturas por “quartos” ou “alojamentos”, “turmas”, “adolescentes”, “centro” ou “comunidade socioeducativa”, entre outros.
Destacamos ainda a relevância de darmos a devida atenção à família no tocante ao atendimento. Ao longo da nossa experiência constatamos a importância de existirem programas exclusivos e direcionados ao atendimento familiar. Em pesquisa por nós realizada num centro de internação do DF, constatou-se que a presença da família no processo socioeducativo gera menos ansiedade nos jovens, menor envolvimento deles em ocorrências disciplinares, fortalecimentos dos vínculos familiares, mudanças na dinâmica familiar, entre outros.
Diante do exposto, reiteramos ainda o grande desafio que é trabalhar em MSE, no entanto lhes asseguro que as recompensas são imensamente maiores. Ao longo do tempo postarei experiências reais vivenciadas nos bastidores dos trabalhos num centro de internação. Não Perca.

Abraços.
Heron F. Nogueira.