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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Estudando a Saúde Mental...

Para melhor visualizar a figura clique sobre a imagem.
Maiores informações: (61) 3043-9618

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Evento em Brasília


Atenção Psicólogos, Educadores e afins. O primeiro Congresso Internacional de Adolescência e Violência que ocorrerá nos dias 26,27 e 28 de agosto deste ano, prorrogou o prazo para entrega de trabalhos. A nova data é até o dia 25 de abril e os participantes poderão enviar os resumos dos trabalhos em duas modalidades: experiência de pesquisa ou intervenção e pôster. Vale a pena, especialmente porque é um evento internacional. Aprimorar os conhecimentos e trocar experiências é fundamental para quem procura ser um profissional responsável e atualizado.

Dúvidas ou maiores informações, acesse: http://www.congressoadolescencia.universa.org.br/

Eu vou! Bom trabalho e até a próxima!

domingo, 4 de abril de 2010

Palestra e debate em Brasília


No último dia 30/03, nós do IDP fomos convidados para ministrar uma palestra e debater sobre "A importância da capacitação continuada de agentes sociais" na Conferência Regional, Norte, Nordeste e Centro-oeste, evento preparatório para a Conferência Nacional do Esporte e Lazer. Tivemos a oportunidade de expor um pouco da nossa experiência nos cursos de capacitação continuada que temos ministrado ao longo de já algum tempo. O projeto PELC está inserido detro do Pograma PRONASCI de combate à violência do Governo Federal. Aproveito o ensejo para agradecer aos organizadores do evento pelo convite e pela participação de todos no envio das perguntas instigantes e interessantes que me foram encaminhadas após minha apresentação. Caso ainda tenham alguma dúvida me escrevam.
Até a próxima!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Núcleo de Reabilitação Psicossocial


Em visita realizada recentemente ao Núcleo de Reabilitação Psicossocial Alamedas em São Paulo, tivemos a oportunidade de ver de pertinho o trabalho realizado com pessoas em tratamento de dependência química de todo Brasil. Gostaríamos de agradecer enormemente a hospitalidade e a gentileza da equipe que realiza um trabalho de primeira grandeza. A estrutura, a qualificação técnica da equipe, a metodologia, tudo nos encantou.

Diante desse contexto, pedimos atenção especial a esse tipo de trabalho tão raro e de difícil acesso, especialmente aos menos favorecidos financeiramente.

A dependência química é uma doença e como tal merece ter tratada com respeito e consideração. Os desafios de modificar a visão errônea de que a dependência de drogas é um fator de polícia, são imensos e aqui no DF estamos trabalhando para tentar sanar um pouco as lacunas que existem nesse particular. Cada dia mais recebo em meu consultório inúmeras famílias desesperadas com a questão das drogas invadindo e desestabilizando relações. O mais sensato a fazer é procurar inicialmente ajuda profissional e lidar com o dependente com paciência, respeito e consideração. Quanto mais atitudes nocivais, mais afastado da reabilitação o dependente estará.

Então é isso, leitor, em breve trarei mais contribuições. Aproveito o ensejo para agradecer os contatos que tenho recebido dos leitores do Brasil e de Portugal.

Para saber mais acesse: http://www.uniad.org.br/

Abraços.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Notícias...


Prezado leitor, neste momento estou em São Paulo em busca de novos desafios profissionais. Em nome do IDP (Instituto Nacional de Desenvolvimento Profissional) estamos realizando diversas visitas institucionais com o objetivo de estabelecermos parcerias no âmbito do tratamento e reabilitação psicossocial de dependentes químicos. Os trabalhos são muito ricos e em breve no Distrito Federal estaremos inaugurando um centro de excelência no assunto. Aguarde...



Grande abraço.



Heron.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TOC, TOC, TOC...



Prezado leitor, desculpe-me pela demora em atualizar o blog. Tive fazendo umas viagens, mas estamos de volta para aprender um pouco mais.


O TOC (Trantorno Obsessivo Compulsivo) é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos. Estes pensamentos são idéias persistentes, impulsos ou imagens que ocorrem de forma invasiva na mente da pessoa, gerando muita ansiedade e angústia.
A pessoa portadora de TOC tenta ignorá-los ou eliminá-los através de ações que são intencionais e repetitivas. Geralmente reconhece que seu comportamento é excessivo ou que não há muita razão para fazê-lo.


As obsessões ou compulsões acarretam grande estresse, consomem tempo (mais de uma hora por dia) ou interferem bastante na rotina normal, no trabalho ou nas atividades sociais e relacionamentos interpessoais.
O TOC é produto da interação de vários componentes:
genética
influências ambientais
estruturas cerebrais


Lavar as mãos repetidas vezes, limpeza de ambientes de maneira exagerada, contar quadros de azuleijos, listras de roupas, botões de camisas, são alguns exemplos de sintomas muito comuns nos portadores do transtorno.


Aproximadamente 2%, ou seja, 3 millhões de brasileiros podem apresentar os sintomas do TOC durante um ano.
O TOC inicia-se em geral na adolescência e não há diferença entre os sexos.
O custo estimado da doença nos EUA em 1990 foi de 8,4 bilhões de dólares, se somados prejuízos sociais e econômicos.

O controle da ansiedade pode ser possível mediante tratamento com um psicólogo e com um psiquiatra nos casos mais graves. Seja um bom observadorPara saber mais, escreva-me: heronfn@uol.com.br

Até a próxima.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Ansiedade é uma doença. Psicoterapia e exercícios físicos ajudam. Saiba mais...



Ansiedade é uma combinação complexa de sentimentos de medo, apreensão e preocupação, geralmente acompanhada de sensações físicas como palpitações, dor no peito e/ou falta de ar. Ansiedade pode existir como uma desordem cerebral principal, ou pode estar associada a outros problemas médicos incluindo desordens psiquiátricas.


Um caso crônico recorrente de ansiedade, que afeta seriamente a vida da pessoa, pode ser diagnosticado como desordem de ansiedade. As mais comuns são: desordem generalizada de ansiedade, síndrome do pânico, desordem de ansiedade social, fobias, desordem obsessiva compulsiva e desordem do estresse pós-traumático.


Um bom histórico médico, exame físico e avaliação psicológica são essenciais para o diagnóstico inicial de qualquer desordem de ansiedade, a fim de excluir qualquer outra condição médica/psíquica significativa e tratável que poderia causar os sintomas. Histórico familiar de desordens de ansiedade, ou outra doença psiquiátrica, fortalece os indícios para um caso de desordem de ansiedade.Uma vez que há grande associação entre ansiedade e outros problemas psiquiátricos, incluindo abuso de drogas e depressão, o exame médico deve incluir a verificação de sinais de uso de drogas intravenosas ou episódios anteriores de auto-flagelação.


Os sintomas agudos de ansiedade geralmente são controlados com agentes ansiolíticos como os benzodiazepínicos. O Diazepam (valium) foi uma das primeiras dessas drogas. Hoje há uma grande variedade de agentes anti-ansiedade baseados em benzodiazepínicos, porém somente dois foram aprovados para ataques de pânico, Klonopin (Clonazepam) e Xanax (Alprazolam). Todos os benzodiazepínicos causam dependência física, e o uso extensivo deve ser cuidadosamente monitorado por um médico, de preferência um psiquiatra. É importante que, uma vez que o paciente seja colocado sob regime de uso regular de benzodiazepínicos, esta medicação não seja interrompida abruptamente.


Outro dado importante, estudos mostram que cerca de 65% das pessoas com transtorno de ansiedade podem apresentar também depressão. Atenção redobrada.


Terapias das mais diferentes abordagens teóricas contribuem consideravelmente para a minimização dos sintomas e do quadro como um todo. Considera-se que remédios lidam diretamente com os sintomas e a terapia age diretamente nas causas desses sintomas. Portanto a combinação de ambas as possibilidades pode ser uma excelente alternativa de tratamento.


Caso tenha dúvidas, me escreva: heronfn@uol.com.br

Abraços e até a próxima.

sábado, 26 de setembro de 2009

Depressão? é bom cuidar!

Por Heron Nogueira.

Ao contrário do que muita gente acredita a depressão é uma doença que pode ter consequências muito graves se não tratada adequadamente. Saiba exatamente como ela se manifesta, os principais sintomas e o tratamento adequado.


A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa auto-estima, que aparecem com freqüência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico e psicológico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.


Os principais sintomas são:
• humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;

• desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;

•diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;

• desinteresse, falta de motivação e apatia;

• falta de vontade e indecisão;

• sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;

• pessimismo, idéias freqüentes e desproporcionais de culpa, baixa auto-estima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte. A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio;

• interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e seu mundo;

• dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;

• diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido;

• perda ou aumento do apetite e do peso;

• insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos freqüentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo);

• dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarréia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.


Além do tratamento medicamentoso, por meio de acompanhamento médico, a psicoterapia é essencial para minimizar os sintomas da depressão. A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelos eventos que podem ter sido a gênese do adoecimento.


Qualquer dúvida, escreva: heronfn@uol.com.br

Abraços e até a próxima...


sábado, 19 de setembro de 2009

Atingimos 1000 visitantes!


Olá, leitor. Estamos imensamente satisfeitos com as visitas e os acessos em nosso blog. Não tínhamos a pretenção, mas atingimos 1ooo visitas em menos de quatro meses no ar. Obrigado a você do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Moçambique, entre outros países que têm nos prestigiado. Esperamos estar atingindo suas expectativas na busca por conhecimento e informações.

Para melhorar nosso blog não deixe de dar sua opinião. Ela é muito importante...

Mais uma vez o nosso muito obrigado!

Grande abraço.

Heron Nogueira.




Hello, reader. We are delighted with the visits and hits on our blog. We had no pretension, but reached 1ooo visits in last four months than in the air. Thank you from Brazil, Portugal, United States, Mozambique, among other countries that have the prestigious. We hope to be reaching their expectations in the search for knowledge and information.

To improve our blog be sure to give your opinion. It is very important ...

Again thanks very much!

Big hug.

Heron Nogueira.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O que é Terapia de Família?

Por Heron Nogueira (Psicólogo e Terapeuta de Família)





A Terapia de Família (TF) teve início na metade do século passado. Foi algo que encantou muitos estudiosos, profissionais ávidos por forma mais abrangentes de entender o indivíduo e poder ajudá-lo em seu contexto relacional mais próximo: a família.


Inicialmente o foco maior do estudo com famílias foi nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, mais tarde difundindo-se por todo o mundo.


Não farei aqui um ensaio cronológico nem tampouco teórico sobre a TF. No entanto gostaria de elucidar sua atual importância e eficácia, tanto para os usuários quanto os para profissionais que se interessam pela área.


Existem no Brasil diversos cursos de formação em TF para profissionais com nível superior, não necessariamente psicólogos. Porém, a grande maioria dos Terapeutas de Família são geralmente profissionais de psicologia que têm aprimorado seus conhecimentos lançando mão das contribuições, principalmente, da Teoria Sistêmica. Esse grande marco teórico concebe o homem como um ser EM relação com outros seres, denominando assim, a formação de um sistema. É a RELAÇÃO que é o foco de estudo e intervenção na TF, cujo indivíduo não é mais visto como um ser isolado e descontextualizado de sua realidade.


Costumamos dizer que uma pessoa que apresenta determinados sintomas, ela apenas "denuncia" os sintomas de todo um sistema familiar adoecido e em sofrimento. Embora aparentemente os outros membros estejam "saudáveis", todos de alguma forma influenciam ou são influenciados por todos na família. Portanto, há a necessidade do sistema familiar se fortalecer diante de algum evento que coloque em risco seu equilíbrio e sua saúde emocional.


Apesar de apresentar inovadores parâmetros de atendimento, sendo uma modalidade considerada extremamente eficaz, a TF ainda é pouco conhecida por profissionais e usuários.


As sessões são conduzidas de maneira parecida com as individuais, no entanto, participam todos membros que são importantes para trabalhar as idiossincrasias da família. Com técnicas específicas e tarefas que muito auxiliam na condução dos trabalhos, o terapeuta deve ser um profissional altamente habilidoso e cuidadoso na condução desse processo.


Atualmente existem inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia e a importância da TF que muito tem trazido alívio a sofrimentos diversos de famílias no mundo todo.


Quer saber mais? Acesse o site da Associação Brasileira de Terapia Familiar: http://www.abratef.org.br/


Ficou com dúvidas? Escreva pra mim: heronfn@uol.com.br


Até a próxima!




sábado, 5 de setembro de 2009

Ortorexia: você sabe o que é isso?


Prezado leitor, diante da atual busca por uma alimentação saudável, surge um novo e desconhecido transtorno alimentar. É importante conhecermos mais e ficarmos mais atentos.


A ortorexia é um distúrbio psicológico caracterizado pela obsessão em alimentos naturais, iniciada a partir de uma preocupação exagerada em obter dietas saudáveis. Dessa forma, uma pessoa com tal distúrbio passa a retirar de sua alimentação tudo o que contém açúcar, agrotóxico, substâncias artificiais, que é enlatado, gorduroso e de procedência desconhecida.


Apesar desse distúrbio ainda não ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde, se não averiguada pode trazer prejuízos ao organismo de pessoas com tais características, pois se tornam extremamente rígidos com a alimentação a ponto de não ingerir alimentos que não sejam naturais, mesmo se apresentarem fome.


Alguns estudiosos acreditam na ligação entre a ortorexia e a anorexia, visto que as duas possuem semelhanças na preocupação com os alimentos, uma com a quantidade e outra com a qualidade. Assim como os anoréxicos, os ortoréxicos são tão rígidos com sua alimentação que não conseguem perceber que o “zelo pela alimentação saudável” o torna compulsivo e neurótico. Como acreditam utilizar o melhor método em prol da saúde, os ortoréxicos buscam ainda transformar a alimentação de toda a família, inclusive de amigos.


A busca pela alimentação correta e balanceada faz com que os ortoréxicos deixem de consumir quantidade significante de vitamina B12, cálcio, zinco e ferro. Nesse caso, é muito importante fazer a reposição de tais nutrientes, já que a falta desses traz inúmeros prejuízos à saúde, como anemia, osteoporose, deficiência imunológica, ausência da cicatrização, ressecamento da pele, perda de peso, sensibilidade óssea, distúrbios digestivos, problemas de crescimento, impotência sexual, perda de cabelo, depressão, apatia, lesões oculares, amnésia, hipertensão, insônia, irritabilidade, dormência entre outras.


Até a próxima!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Eventos adolescentes e drogas

Por Heron Nogueira.
Prezado leitor, seguem duas sugestões de eventos que serão realizados no Distrito Federal envolvendo os temas Adolescentes e suas nuances e a questão das drogas, tão importantes para a atualidade. Espero que goste! Caso não consiga acessar o link por intermédio das imagens abaixo, clique aqui: http://www.educavida.org/eventosadolescente2009/





terça-feira, 1 de setembro de 2009

Diário de um terapeuta



"Das lembranças que trago da infância, uma muito especial, já meio difusa na memória pelo longo tempo, eram das noites que passava na companhia da minha família. A qualquer ameaça de chuva forte ou vento forte, a energia elétrica logo desaparecia. Duranta a noite, quando suspeitávamos que a energia ia demorar a voltar, a convite do meu pai, íamos todos os cinco, meus pais, dois irmãos e eu, nos amontoar na rede feita de algodão, pendurada nas mangueiras do nosso quintal, onde eu costumava brincar.

O vento balançava as folhas e galhos das árvores, contrastando com o calor gostoso que nossos corpos produziam dentro da rede. Embalados pelas conversas em família, passávamos horas juntos.

Ali comecei a aprender a alegria da vida, o valor do encontro, da união e a força do amor.

Quase tudo que sei sobre família aprendi com as histórias do meu pai, aliadas ao carinhoso olhar da minha mãe.

Mais tarde tornei-me um adulto. As pessoas adultas procuram umas às outras para compartilhar suas histórias, aguçadas pelos mais diversos sentimentos.

Aprendi a sentir prazer em estar ao lado de pessoas, influenciado pelas boas vivências da infância.

Mais tarde, como terapeuta de família, tornei essa habilidade minha maior ferramenta".


Heron Flores Nogueira.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Você tem boa memória?











Memorizar é aprender, guardar e evocar informações. O fenômeno ocorre com estímulos externos - algo que vemos ou ouvimos - e internos - como uma dor ou um pensamento. Toda a vida animal depende da memória, tanto para saber as atividades que devem ser feitas sempre como aquelas que precisam ser evitadas. Até mesmo os seres unicelulares memorizam que não devem se dirigir a um determinado lugar ao perceber que ali a temperatura, a densidade ou a acidez do meio não são convenientes. Nos animais que possuem sistema nervoso, a formação da memória é bem complexa e depende da atividade elétrica e molecular de milhares de neurônios ligados entre si. Cada um deles participa de processos moleculares complexos (chamados sinapses - veja a imagem ao lado), que modificam as estruturas e as funções das conexões entre neurônios e levam e guardam as memórias.
Os aprendizados vividos e todas as informações processadas durante o dia são fixadas no período de três a seis horas seguintes à sua aquisição. As memórias podem ser classificadas de acordo com o conteúdo (a que reconhece a realidade e o contexto, outra que abrange fatos e eventos e ainda a que guarda os procedimentos e hábitos) e pela duração (a curta, retida por segundos ou no máximo seis horas, e a de longa duração, que persiste por muitas horas ou mesmo por anos). Os estudiosos afirmam ainda que a capacidade de memorizar um evento depende da relevância emocional relacionada a situação armazenada.
A capacidade de memorizar eventos, situações, cheiros, gostos, rostos, números e nomes é uma habilidade que depende de treino. Podemos treinar nosso cérebro a guardar inúmeras informações, no entanto, como em um computador´, selecionamos determinadas informações, as que com certeza serão mais importantes para nossa sobrevivência. É a chamada memória seletiva.

Você sabe o que foi seu almoço ontem? E em quem você deu o seu primeiro beijo? Provavelmente essa última pergunta o leitor saberá responder com maior certeza. Memória e emoção: uma combinação perfeita para lembranças inesquecíveis...
Para "treinar" sua memória, acesse e divirta-se: http://www.jogosweb.net/categoria/6/memoria.html
Até mais! Heron.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

27 de agosto: Dia do Psicólogo!


Parabéns a todos nós, seres humanos, dedicados aos seres humanos! Minha homenagem a essa profissão na forma de um poeminha "chiste" rs!

O Jeito psicologo de ser

Psicólogo não adoece, somatiza;
Psicólogo não transa, libera a libido;
Psicólogo não estuda, sublima;
Psicólogo não dá vexame, surta;
Psicólogo não fofoca, transfere;
Psicólogo não tem idéia, tem insight;
Psicólogo não resolve problemas, fecha gestalts;
Psicólogo não se engana, tem ato falho;
Psicólogo não muda de interesse, altera figura e fundo;
Psicólogo não fala, verbaliza;
Psicólogo não conversa, pontua;
Psicólogo não responde, devolve a pergunta;
Psicólogo não desabafa, tem catarse;
Psicólogo não pensa nisso, vive isso;
Psicólogo não é indiscreto, é espontâneo;
Psicólogo não é gente, é estado de espírito...
Um grande abraço e continuemos investindo em nossa única ferramenta de trabalho: nós mesmos!
Heron.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Por quê e quando fazer terapia?

Por Heron Nogueira.




Ao longo do processo de concretização da profissão de Psicólogo, muitos mitos foram sendo construídos e desconstruídos numa constante necessidade de quebras de tabus. A decisão de procurar ou não um psicólogo é sempre uma dúvida que é permeada por medos, incertezas, inseguranças e preconceitos. Não! Psicólogo não é "coisa de doido". Engana-se quem pensa que essa profissão atendente somente aos chamados, equivocadamente, "doidos".


A função desse profissinal vai muito mais além. Não é simples definir em poucas palavras sua prática tão ampla, porém quem estiver em sofrimento psíquico, emocional, familiar, dificuldades cognitivas, somatizações, conflitos intra e interpessoal, crises, trastornos diversos, depressão, quadros de ansiedade agudo ou crônico ou qualquer situação em que o indivíduo não dê conta de se desenvolver com saúde e de maneira autônima, não tenha receios! Procure um profissional da área!


Há diversas modalidades de atendimento psicólogico: individual, grupal, familiar, conjugal, entre outras e os preços por consultas variam de acordo com o profissional e a modalidade de atendimento. Em algumas clínicas e consultórios existem convênios e em algumas escolas de formação o acompanhamento pode sair de graça, quando muito cobram uma taxa simbólica. O atendimento, nesses casos, fica por conta de estudantes, quase formados, devidamente supervisionados por profissionais. A Universade Católica de Brasília (UCB) e Universidade de Brasília (UnB) são exemplos. Existem ainda as consultas ou sessões particulares, geramente em clínicas e consultórios.


A psicologia tem ganhado espaço de atuação em diversos contextos, nos quais está sendo reconhecida como uma profissão INDISPENSÁVEL em hospitais, organizações (empresas, instituições, ONGs), escolas, clínicas, presídios, no âmbito jurídico, social, comunitário, centros de internação, além do já conhecido consultório.


O profissional de psicologia, de maneira geral, no sentido do atendimento ou acompanhamento psicológico, auxilia o paciente (ou cliente) a desenvolver mecanismos para sobressair das dificuldades, de maneira saudável, autônoma e segura, fomentando a auto confiança, a auto estima. Os atendimentos podem ser uma ou duas vezes por semana, a depender de cada situação, ficando a critério do profissional. Então, é melhor deixar de lado os mitos e preconceitos e buscar ajuda profissional quando for o caso. Uma atitude como essa pode mudar verdadeiramente uma vida.


Maiores informações ou dúvidas, mande um e-mail para heronfn@uol.com.br ou deixe aqui abaixo seu comentário.


Até a próxima!


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pesquisa Apresentada em Congresso Belém-PA

Por Heron Nogueira.


Pezado leitor, durante o início deste ano realizamos uma pesquisa que foi apresentada no VI CONPSI em Belém no estado do Pará. A idéia geral do trabalho é apresentar uma contrbuição da metodologia dos Grupos Multifamiliares (GMs) no contexto de Medida Socioeducativa de Internação. Gostaria de compartilhar com você esta valiosa ferramenta que contribui de sobremaneira para o trabalho técnico em todo contexto de vulnerabilidade social. Lembrando que disponibilizo aqui apenas alguns traços e um breve ensaio do que foi o trabalho de pesquisa e testagem da metodologia no referido contexto. Para maiores informações, com imenso prazer, responderemos vossa solicitação. Oportunamente agradeço ao Presidente do IDP (http://www.institutoidp.org.br/), Wenderson Monteiro, pela abertura e interesse à causa científica.




GRUPO MULTIFAMILIAR COM ADOLESCENTES INTERNADOS EM CONFLITO COM A LEI: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO




A proposta do GM para o contexto da internação contempla:
•Promover o “resgate” dos laços afetivos-familiares;
•Envolver a família na co-participação do processo socioeducativo do jovem;
•Fornecer subsídios importantes que auxiliam na compreensão da realidade sociofamiliar;
•Diminuir a ansiedade do jovem diante dos desafios da medida socioeducativa;
• Possibilitr interações entre pessoas de diferentes organizações familiares, podendo haver trocas em todos os sentidos – de valores, de regras, de hábitos, de afetos e de experiências;
•Estabelecer um sistema de suporte específico para cada família;
•Formar redes sociais para o desenvolvimento emocional do indivíduo, focalizando o desenvolvimento da capacidade autoreflexiva, autocrítica, da organização autogestora;
•Promover mudanças na subjetividade individual e conseqüentes mudanças na família e no meio social.


O princípio da execução
•Convocando os demais envolvidos (rede social, familiar e comunitária);
•A visita domiciliar como meio de coaptação;
•Calendário de compromisso;
•O termo de compromisso;
Selando o compromisso.



Preparando o ambiente: o espaço humanizado
•Disposição do grupo;
•Espaço infantil;
•Condução e reforço alimentar;
Material pedagógico.


O GM em si
•Acolhendo as famílias;
•Introdução ao tema/dinâmica de grupo;
•Divisão em subgrupos: cada um em seu lugar;
•A hora “H”: discutindo e aprofundando;
•O retorno;
Fechamento e novo compromisso.



Principais Resultados
•Queda no índice de ocorrências disciplinares;
•Maior participação das famílias no processo de socioeducação;
•Maior envolvimento responsável dos jovens no processo;
•Melhora no relacionamento intrafamiliar:
•Maior cumplicidade salutogênica;
•Melhor diálogo intrafamiliar;
•Demonstração de afetividade pelos participantes;
•Resgate dos papéis familiares;
•Desenvolvimento da autoridade parental;
•Entre outros.



Tópicos Especiais/Desafios
•Baixa adesão e interesse das famílias. Falsa crença dos cuidados com os adolescentes como responsabilidade exclusiva do Estado;
•Falta de qualificação específica dos técnicos;
•Estratégias diversificadas de intervenção (perfil familiar);
•Amarras psicológicas, conformidade e negligência de papéis.



Aí estão dispostos apenas os principais tópicos, mas acredito que, para quem trabalha ou se interessa pela área, esse conhecimento terá valia. Deixe aqui seu comentário. Ele é muito importante para nós. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, entre em contato: heronfn@uol.com.br

Até a próxima!

domingo, 2 de agosto de 2009

O que é uma Comunidade Terapêutica?

Por Heron Nogueira.


Nos tempos atuais em que vemos uma grande disseminação de informações que denunciam o uso abusivo de álcool e outras drogas, nos deparamos com as Comunidades Terapêuticas. Mas você sabe o que isso significa?

O ser humano, como um ser relacional, constrói a sua identidade na relação com o outro. Durante seu processo de desenvolvimento podem ocorrer adventos que o conduz a relacionar-se com o delicado mundo das drogas, por meio do qual, descobre-se oportunamente que essas substâncias quando usadas de maneira inadequada, podem trazer a dependência. O processo de dependência pode ser constituído quando o indivíduo é dominado pela vontade irresistível de fazer uso de qualquer substância. Nesses casos, geralmente uma enxurrada de fatores passam a ficar prejudicados na vida do dependente. O rendimento no trabalho fica comprometido, as emoções alteradas, a cognição distorcida e as relações socio-familiares enfraquecidas. É aí que há a urgente necessidade de tratamento. As comunidades terapêuticas ficaram bastante em voga no século XX com o objetivo principal de "recuperar vidas". O termo Terapeuo, no grego literário, tem o significado de servir, estar a serviço, preocupar-se, prover a cura e finalmente curar.
O ideal para um indivíduo que vive em comunidade é possuir um relacionamento de intimidade com os outros participantes, solidariamente afetivo. O que acontece com um indivíduo da comunidade influencia a coletividade já que o elemento essencial da vida comunitária é a participação de todos/as numa mesma cultura com o conteúdo total alcançado por cada participante (Cf. Enciclopédia Abril. São Paulo: Abril, 1976. Vol. 3, p190.).


Existem dezenas de Comunidades Terapêuticas espalhadas pelo Brasil e elas representam uma possibilidade de auxiliar usuários e familiares de pessoas que são dependente de drogas. Para maiores informações acesse: http://www.febract.org.br/ o site da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas.


Deixe aqui seu comentário! Até a próxima.

sábado, 1 de agosto de 2009

I Simpósio Brasiliense de Terapia Familiar


Por Heron Nogueira.


Prezado leitor, acontecerá no Distrito Federal nos próximos dias 28 e 29 de agosto o I Simpósio Brasiliense de Terapia Familiar. O evento será realizado na Universidade Católica de Brasília, Campus II, localizado no SGAN 916, W5 Norte e contará com profissionais como Júlia Bucher, Cynthia Ladvocat, entre outros renomados na área. Profissionais não associados à ACOTEF pagam R$ 80,00 até 21/08 e R$ 120,00 após essa data. Para maiores informações e realização de inscrição por meio do e-mail: eventos.acotef@yahoo.com.br

Não perca essa oportunidade de aprimorar seus conhecimentos. Como grande admirador e trabalhador na área de família, eu estarei lá! Até a próxima...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Estimativa de 13 assassinatos diários de jovens de 2006 a 2012, diz estudo.



Por Paula Laboissière


Agência Brasil




O risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos. É o que revela estudo divulgado dia 21 de julho de 2009 pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos. O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.
A coordenadora do Programa de Redução da Violência Letal do Observatório de Favelas, Raquel Willadino, traçou um perfil dos adolescentes que mais morrem por homicídio no Brasil: são meninos, negros e moradores de favelas ou de periferias dos centros urbanos. Segundo ela, há ainda forte relação com o tráfico de drogas. Abaixo seguem os principais indícios da pesquisa:




  • Foz do Iguaçu concentra maior índice de jovens vítimas de assassinato;


  • Maceió é a capital brasileira com maior índice de jovens assassinados;


  • Sudeste concentra maioria dos municípios com altos Índices de Homicídios na Adolescência;


  • Na Região Centro-Oeste, Luziânia (GO) apresentou o maior valor em meio aos índices registrados.

A Região Sudeste do país concentra a maioria dos municípios com altos Índices de Homicídios na Adolescência (IHA). Os locais onde há maior concentração de homicídios entre os jovens a região metropoliatana de Belo Horizonte (MG), com quatro mortes em cada grupo de mil, o entorno de Vitória (ES), com 4,3 mortes, e a região metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), com 4,9.
Na Região Norte, o município de Marabá (PA) registra a situação considerada "mais grave" pela pesquisa em termos de vidas perdidas na adolescência, com o IHA de 5,2 mortes em cada grupo de mil. A cidade foi a única da região a registrar média superior a cinco. Macapá (AP) e Porto Velho (RO) ficaram com valores entre três e cinco jovens assassinados.
No Nordeste brasileiro existem "pequenos conglomerados" de municípios com alta incidência de violência contra adolescentes. A cidade de Petrolina (PE) registrou índices acima de três mortes para cada mil, junto a Ilhéus (BA) e João Pessoa (PB).
Na Região Centro-Oeste, Luziânia (GO) apresentou o maior valor em meio aos índices registrados: 5,4 adolescentes assassinados. A maioria dos demais municípios, de acordo com o estudo, possui baixos níveis de IHA. Mesmo em capitais como Goiânia (GO), Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT), a média fica entre um e três.
No Sul, todas as regiões que se destacam por conta dos altos índices e violência contra adolescentes ficam no estado do Paraná: Região Metropoliatana de Curitiba, norte central e oeste paranaense, já próximo à fronteira. O recorde não apenas da região mas de todo o país ficou com a cidade de Foz do Iguaçu, onde 9,7 adolescentes são assassinados em cada grupo de mil.


Para maiores informações e acesso ao estudo completo acesse o link: http://www.socialismo.org.br/portal/seguranca-pessoal-e-direitos-humanos/180-noticia/1038-adolescente-negro-tem-quase-tres-vezes-mais-risco-de-ser-assassinado-do-que-branco


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